Por que virei à direita

João Pereira Coutinho, Luiz Felipe Pondé e Denis Rosenfield


Atuantes articulistas da imprensa, os intelectuais João Pereira Coutinho, Luiz Felipe Pondé e Denis Rosenfield revelam neste livro as razões que os levaram a optar pelas ideias conservadoras e a considerá-las a orientação mais acertada para a vida política.

Escritos com rigor e veemência, os três ensaios de Por que virei à direita (título baseado no livro Why I Turned Right, organizado por Mary Eberstadt) aliam a confidência pessoal à análise política.

Em "Dez notas para a definição de uma direita", Coutinho discute os riscos das utopias propagadas pelas esquerdas: "Não é função de um governo conduzir uma comunidade rumo a um fim de perfeição. Não apenas porque os homens são incapazes de o atingir, mas porque esse fim é, conceitualmente, inatingível".

Para Pondé, o pensamento progressista tem uma falha essencial: ignora aquilo que é próprio ao ser humano. Diz ele, em "A formação de um pessimista": "A esquerda é abstrata e mau-caráter porque nega a realidade histórica humana a fim de construir seu domínio sobre o mundo".

Em "A esquerda na contramão da história", Rosenfield analisa a "teleologia da esquerda", que vê o Estado como encarnação máxima da moral. Faz também dura crítica à democracia participativa implementada pelo PT, para ele uma armadilha autoritária e "liberticida".

Por que virei à direita - Capa
  • Capa: Alessandra Maria Soares, Cláudio Santos e Isabela Vecci
  • Páginas: 112
  • Formato: 14 cm x 21 cm
  • Acabamento: brochura
  • Área: filosofia, política
  • ISBN: 978-85-65339-05-6
  • Disponibilidade: 15/05/2012

Os autores

  • João Pereira Coutinho
    Foto: Divulgação

    João Pereira Coutinho é jornalista e cientista político, professor da Universidade Católica Portuguesa. Colunista da Folha de S.Paulo e do diário português Correio da Manhã, é autor de Avenida Paulista (Record) e coautor de Por que virei à direita (Três Estrelas).

  • Luiz Felipe Pondé
    Foto: Marisa Cauduro/Folhapress

    Luiz Felipe Pondé (Recife, 1959) é filósofo, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). É mestre em filosofia pela Universidade Paris VIII, doutor em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutor pela Universidade de Tel Aviv. É autor de, entre outros, Guia politicamente incorreto da filosofia (LeYa, 2012) e coautor de Por que virei à direita (Três Estrelas, 2012). É colunista da Folha de S.Paulo.

  • Denis Rosenfield
    Foto: Ueslei Marcelino/Folhapress

    Denis Rosenfield (Porto Alegre, 1950) é analista político e professor titular de filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutor em filosofia pela Universidade Paris I e pós-doutor pela École Normale Supérieure de Fontenay-Saint-Cloud (França), é autor de, entre outros, Retratos do mal (2003), A democracia ameaçada (2006) e Reflexões sobre o direito à propriedade (2007). É editor da revista Filosofia Política.

Três perguntas aos autores

1 Qual a razão de a direita ser tão minoritária no meio intelectual e entre jovens, ou isso está mudando?
João Pereira Coutinho: Isso se explica por razões históricas e ideológicas. Historicamente, porque o Brasil e Portugal viveram experiências autoritárias de direita: "ser de direita" ainda é confundido com "ser a favor de regimes autoritários". Os motivos ideológicos são óbvios: a esquerda tem uma visão otimista da natureza humana. É quase irresistível não aderir a essa perspectiva que tudo esquece e perdoa. Espero que isso esteja mudando. Até porque qualquer sociedade política equilibrada precisa dos dois lados para que nenhum se sobreponha ao restante.

2 Por que, no Brasil, ao contrário do que acontece nos EUA e em vários países da Europa, os partidos conservadores não se declaram de direita?
Luiz Felipe Pondé: A ditadura no Brasil destruiu a possibilidade de pensamento conservador ou de direita. Ao final dela, partidos, universidade, mídia, todos estavam de alguma forma nas mãos da esquerda. No Brasil, só há fisiologismo e esquerda, que terminam por se encontrar no paternalismo e infantilismo que ambos cultivam. A palavra "direita", entre nós, significa fisiologismo, coronelismo e ditadura.

3 Como é ser de direita em um país governado por um partido de esquerda?
Denis Rosenfield: Marca uma diferença de posicionamento que, se bem esclarecida, pode ser proveitosa para ambas as partes. Em uma sociedade democrática, o respeito a princípios comuns é o mais importante.

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